sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Chaves: na Comic Con Experience, Senhor Barriga relembra momentos marcantes


Fonte: Minha Série

     A aguardada primeira edição da Comic Com Experience começou com homenagens ao recentemente falecido ator e diretor Roberto Goméz Bolaños, o Chaves. Durante uma apresentação em que falou um pouco sobre como foi sua escolha para o papel e detalhou o processo de gravação dos episódios do nostálgico seriado mexicano, o intérprete do Senhor Barriga e de seu filho Nhonho, Edgar Vivar, não escondeu a emoção ao falar de seu amigo.
    “O Roberto era um homem muito criativo. Foi artista, diretor,produtor, compositor, músico... Era uma pessoa muito talentosa e legal e sempre vou me lembrar dele assim”, disse o ator com visível emoção. Vivar conta, no entanto, que essa amizade não existia antes das gravações de Chaves e que ele conheceu Bolaños graças a um amigo em comum, que os apresentou um ao outro durante uma festa.

Fonte: Brasil Post

      Convidado para fazer testes para o papel, o então futuro Senhor barriga conta que foi aceito quase que imediatamente. “Falaram para mim que ‘aqui não usamos ponto eletrônico’ e eu, que não sabia, respondi com ‘o que é ponto eletrônico?’. Eles me contrataram na mesma hora”, brinca. Ainda assim, Vivar afirma que as ideias de Bolaños para Chaves e Chapolin não decolaram rapidamente, sendo recusadas por vários canais até serem apoiadas pela Televisa.

Foi sem querer, querendo

     Segundo o eterno Senhor Barriga, a trupe não costumava realmente ensaiar os episódios antes das gravações, mas isso não significa que era tudo feito de forma improvisada. Os atores costumavam receber o roteiro de um novo episódio cerca de uma semana antes das gravações e se reuniam para ler o texto em conjunto e determinar como seria executado. Durante o período de filmagem, costumavam fazer cerca de quatro episódios em cinco dias.
     Questionado se as pancadas que o Senhor Barriga recebia no programa eram reais, Vivar explica que as batidas eram todas encenadas e que ele nunca apanhou nas gravações, mas que todas as suas quedas eram verdadeiras. “Os óculos quebrados nas cenas eram todos meus. Na época não tínhamos armações boas como as de hoje, por isso os meus sempre se partiam quando eu caía”, explica.
Fontes: Pretinho Básico e YouTube/Nhonho Explica

   Já quando gravava como Nhonho, Vivar afirma que não tinha o mesmo problema e que acabava entrando mais na brincadeira. “Eu tinha que usar dentes postiços e falar como uma criança, então era mais difícil de fazer do que o Senhor Barriga. O Nhonho era mais complicado, mas era divertido”.

Pesadelo tropical

Considerado pelos fãs uma das sequências de episódios mais memoráveis de Chaves, a viagem a Acapulco certamente foi marcante para Edgar Vivar – embora não da forma como você deve estar pensando. “Gravar em Acapulco foi terrível, horrível, desastroso! Estava muito quente e o bigode postiço não grudava em mim. Tiveram que colocar tanta cola que no final do dia eu estava sangrando”, ri o ator.
Além disso, o Senhor Barriga explica que os locais escolhidos para as filmagens estavam completamente lotados de turistas dos Estados Unidos que não falavam nem um pouco de espanhol e não compreendiam o que a equipe do seriado estava fazendo. Ainda assim, Vivar se diz tocado toda vez que revê as gravações. “É um dos episódios mais significativos e queridos para mim. Foi uma das últimas vezes em que estivemos todos juntos”, pontua.

Abençoado

     Ao longo de sua carreira, o ator afirma que passou muito tempo sendo conhecido apenas como o Senhor Barriga, mas que cada vez mais as pessoas têm se referido a ele pelo seu próprio nome, Edgar Vivar. Segundo ele, isso passa ao artista uma sensação única, pois “é quando você como pessoas se torna mais significativo que seu personagem que você percebe que tudo valeu a pena”.
     Dessa forma, ele afirma que se sente abençoado quando pensa sobre seu trabalho com Bolaños. “Se eu falasse para as pessoas sobre uma figura histórica importante, como Hitler, todos ficariam com caras aborrecidas, mas quando eu falo de Chaves todo mundo simplesmente sorri. É uma coisa maravilhosa”, conclui Vivar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário